
Este ano a novelinha adolescente Malhação ID, exibida diariamente na TV Globo, trouxe de volta uma moda que nem é tão antiga assim. Buscando referência nos anos 80 a produção fez uma releitura de roupas, objetos, hábitos e músicas, que faziam a cabeça daquela geração.
O figurino do elenco é todo baseado na época, que muitas vezes foi titulada como cafona. Roupas coloridas, T-shirts masculinas em decotes V, sapatilhas bailarina, legging, blusas com ombros à mostra e acessórios, muitos acessórios, como brincos, bandanas e o famoso relógio que troca de pulseira.
Na rotina dos jovens, patinação com patins de 4 rodas. Já nas rádios, muito pop rock brasileiro. A trilha sonora é quase toda composta por regravações originárias da década, mas nas vozes de intérpretes atuais.
Numa era pós-hippie - marca predominante da geração anos 70 - àquela que defendia a ideia “faça amor, não faça guerra”, adepta da natureza, customização de roupas, desprendimento aos bens materiais e ao banho, deu-se início a era "new wave". Uma galera que se diferenciava do anarquismo preterido pelo punk, lançado na Inglaterra. Eles abusavam hora do preto, outra de um visual mais colorido, maquiagem carregada e/ou uso de correntes. Estilo Duran Duran + B-52’s = Blitz, de ser.
Nessa mesma época surgiu nos EUA o movimento Yuppie. Se os punks eram compostos por uma garotada louca, que adotava jeans rasgado e cabelos arrepiados, geralmente com cores vibrantes como verde, amarelo, azul e roxo. Os Yuppies (Young urban professionals) seriam uma espécie de workaholic dos dias atuais. Jovens independentes, viciados em trabalho, que se vestem como executivos. Terninho, calça social, cores básicas e poucos acessórios compunham seu visual.
Tudo Junto e Misturado
Mas nem só de punks, yuppies e new wave, se fez a geração anos 80. Muito pelo contrário, quem foi jovem nessa época lembra as variadas tribos que surgiram. Somada a todas as que já foram citadas, tínhamos ainda a geração saúde. Essa valorizava o corpo, que adorava expor. Shorts, camisetas regatas ou estilo machão, eram peças que não saíam dos seus armários.
Paralelo a isso tinha a geração academia, que levou suas malhas das salas de ginástica para as ruas. Era comum ver alguém com lencinhos enroladas na testa, body delineando o corpo e polainas, na canela. Estilo Olívia Newton John no clipe “Phisical”.
Abaixo a chapinha! A ordem era ter cabelo para mostrar. As mulheres da época valorizavam seus cachos e ainda usavam e abusavam de faixas, tules, tiaras, cortes radicais e pinturas coloridas. Lembram da Cindy Lauper?
Já os homens cultivavam um pouco do topete de Elvis, ou James Dean. O gel até dava o ar da sua graça, mais para desarrumar, ao invés de arrumar. Ou então arrepiar. Billy Idol e a rapaziada do Depeche Mode sabem bem do que eu estou falando.
Exagero era o significado desta geração, cujas roupas expressavam alegria, saúde, versatilidade, divertimento e ao mesmo tempo, sofisticação, sensualidade e ousadia. Tudo reflexo de uma abertura democrática.
Um traço marcante da moda era a ambiguidade. Estampas de oncinha, cores cítricas, ombros largos (ombreiras enormes), pernas longas e acessórios "fake" dividiam seu espaço com tailleurs, roupas de moletom e cotton-lycra.
Surgem também novos tecidos como o stretch ou vinil, que permitiam um ar futurista às roupas e faziam referências à conquista do homem na lua. Por outro lado, o armário da vovó passou a ser alvo de muitas jovens. Aliás, essa atividade não só popularizou o uso dos brechós como se mantém viva até hoje.
A alta-costura teve seu momento com criações de Christian Lacroix, Karl Lagerfeld e Jean Paul Gaultier, que buscavam referências no barroco. Yohji Yamamoto e Rei Kawakubo, estilistas japoneses, surgiram com uma moda lírica. Enquanto que o italiano Giorgio Armani lança sua grife, Emporio Armani, abusando de cortes sóbrios e impecáveis.
É bom lembrar que a idéia da imagem como meio de comunicação se cristalizou nos anos 80, a partir do momento que o corpo se tornou uma vitrine de tudo o que viesse à cabeça.
Foi daí que a expressão "sou eu que faço a minha moda" ganhou força. O conceito se mantém até hoje através da customização, mistura de estilos e a própria negação da moda, enquanto norma, presente em movimentos como o grunge. Esse último com início lá nos anos 90.
No mundo da música diversas tendências, apresentadas através de uma infinidade de bandas, surgiram na época. Entre elas, new romantics, darks, góticos, metaleiros e rastafaris. A característica principal da música pop era ser muito melancólica. Tinha como seus representantes as bandas Joy Division, Echo and The Bunnyman, The Smiths e The Cure.
Moda x Cultura
Já o cinema foi um importante meio para a difusão das modas, principalmente pelo uso dos videoclipes que permitiam a união som e imagem. Títulos como Blade Runner (1982) e Procura-se Susan Desesperadamente (1985), esse último estrelado por Madonna, serviram para reafirmar e divulgar algumas tendências. Além de alavancar a carreira de astros da música.
FONTE:http://blogespetaculosas.blogspot.com/2010/04/os-anos-80-estao-de-volta.html
AMANHÃ VOU COLOCAR UMA LISTA DE FILMES DOS ANOS 80,ESPERO QUE GOSTEM!
ROSA BIJU, SEMPRE COM VOCÊ!